A Polícia Civil do Paraná (PCPR), em ação conjunta com a Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ), deflagrou nesta quinta-feira (18) a Operação Cedro de Ouro para desarticular o núcleo financeiro de uma quadrilha especializada no golpe do “falso advogado”. A ação investiga um estelionato eletrônico que causou um prejuízo de cerca de R$ 550 mil a um empresário da cidade de Arapongas, no norte paranaense. Os suspeitos são investigados pelos crimes de estelionato e organização criminosa. Ao todo, a operação cumpriu seis mandados de prisão, sendo cinco deles em Campos.
De acordo com a Polícia Civil, a proprietária de uma loja localizada em um shopping da Pelinca foi presa durante a operação. Também foram realizadas prisões no subdistrito de Guarus e no Centro da cidade. Além disso, foi cumprido um mandado de busca e prisão contra um investigado na Ilha do Governador. Até o momento, dois alvos da operação permanecem foragidos.
Segundo o delegado Ricardo Freitas, responsável pela investigação no Paraná, os presos em Campos recebiam os valores obtidos com os golpes e os movimentavam rapidamente para dificultar o rastreamento. Alguns sacavam o dinheiro, enquanto outros transferiam os recursos para contas de cartão de crédito, plataformas de apostas esportivas e criptomoedas, com o objetivo de ocultar a origem dos valores. Em troca, recebiam uma porcentagem por cada transação realizada.
O crime que motivou a operação ocorreu em dezembro de 2025. Na ocasião, a vítima caiu em uma fraude articulada com o uso de dados judiciais verdadeiros, o que conferiu credibilidade ao golpe. Os estelionatários entraram em contato com o empresário se passando por advogados e juízes de tribunais superiores, exigindo a transferência de altos valores sob o falso pretexto de que o pagamento de taxas era necessário para a liberação de indenizações supostamente retidas pelo Poder Judiciário.
As investigações continuam, e os agentes seguem realizando diligências para apurar a possível participação dos suspeitos em crimes de lavagem de dinheiro.