O Rio de Janeiro parece ter desenvolvido uma especialidade eleitoral: transformar favoritos em cavalos paraguaios.
Em 2014, Anthony Garotinho liderou boa parte das pesquisas, mas acabou superado por Luiz Fernando Pezão.
Em 2018, Eduardo Paes começou como favorito, mas foi atropelado pela onda que levou Wilson Witzel ao Palácio Guanabara.
Em 2022, Marcelo Freixo chegou a liderar levantamentos iniciais, mas Cláudio Castro cresceu e venceu ainda no primeiro turno.
Agora, em 2026, a história se repete com Eduardo Paes. Favorito durante praticamente toda a pré-campanha e a campanha, acabou ultrapassado por Douglas Ruas nas urnas.
Quatro eleições, quatro exemplos de como o favoritismo antecipado pode se transformar em frustração.
No Rio, a história ensina que não basta largar na frente. É preciso ter fôlego para cruzar a linha de chegada.